TV, Música, Esporte e Tudo Mais

UncategorizedAugust 26, 2008 10:33 pm

Um breve resumo do que ví:

- A Natação foi um absurdo, com muitos recordes batidos. Pode ser reflexo da melhor prepapração, o que acho legal; pode ser resultado de uma piscina melhor desenhada - ela era mais funda, plana e tinha efeito anti-ondas (isto é quase um “doping estrutural”, já que as outras piscinas não são assim); mas não me surpreenderia se descobrissem que a piscina tinha meio metro a menos. Olimpíadas na China, meus caros…

- Usaim Bolt, o raio. Incrível como pulverizou recordes e é o homem mais veloz do Mundo. Mais incrível por ter surgido em cima da hora. Sei lá.

- Houve uma “democratização” das medalhas, com mais Países nos pódios. Efeito benéfico da globalização, com impacto negativo nos tradicionais vencedores, como EUA e Rússia.

- As mulheres deram o tom no Brasil. Estão de parabéns.

UncategorizedAugust 22, 2008 3:46 pm

Nélson Rodrigues dizia que o Brasileiro sofre de “Complexo de Vira-Lata”, pois se coloca em infriorida em relação ao resto do Mundo.

Esta afirmação é sempre muito lembrada quando chegam os Jogos Olímpicos. Vários atletas que são verdadeiros leões entre os 4 anos que sepram duas Olimpíadas, se transformam em gatinhos durante os jogos. Muitos, cometendo erros bisonhos e infantis. E as esperadas medalhas nunca chegam. São tachados de “amarelar”.

Os atletas Brasileiros “amarelam” sim, não há como negar. Mas é preciso contextualizar e entender isso, pois não pode ser visto como algo pejorativo, mas sim como uma falha estrutural do esporte Brasileiro.

São dois meus pontos:

1) A preparação é equivocada. A grande competição do esporte são os Jogos Olímpicos. Tudo que acontece entre dusas Olimpíadas é apenas preparação. A consagração dos atletas não se dá nos circuitos mundiais, nas Copas e Campeonatos do Mundo. Se dá nas Olimpíadas, quando os “Heróis Olímpicos” se eternizam.

Acontece que os Brasileiros ainda não entenderam isso, e se preparam para vencer as competições menos importantes, como as citadas, ao invés de utilizarem este período como preparação para o Jogos. Acaba gerando expectativas que jamais se cumprirão, e elevando à condição de favoritos e ídolos atletas que, de fato, não fazem parte da elite mundial.

Nesse sentido podemos citar o nadador Thiago Pereira. Com bom desempenho nos Mundiais - especialmente de piscina curta, que não é padrão Olímpico! -, medalhas no Pan - de novo o Pan! - e alguma badalação da imprensa, voltou de duas Olimpíadas sem alcançar posições memoráveis. É apenas um exemplo que vale para “n” outros atletas Olímpicos Brasileiros.

2) A pressão por medalhas no Brasil é enorme. Somos um País com poucos medalhistas Olimpícos, sendo muito menos ainda os que têm algum Ouro. Por isso, sempre que alguém se destaca, e por melhor que seja e esteja preparado, a pressão pela conquista, por se transformar no tal “Herói Olímpico”, é enorme, e em geral derruba o atleta.

Compare a frieza dos Americanos, tradicionais vencedores Olímpicos. Uma medalha de Ouro é apenas mais uma entre tantas que vencem. Exceto por fenômenos como Phelps, um Campeão olímpico é mais um. Não é exatamente um herói. Dado esta naturalidade da conquista, a pressão é muito menor, pois eles são preparados para a vitória e estão psicologicamente confortáveis nas disputas.

No Brasil a pressão derruba Hipólitos, Volei e Futebol Feminino, entre outros. Só escapam aqueles que estão num outro nível de preparo psicológico. O Volei Feminino neste ano parece ter ultrapassado este complexo. Que não é “amarelar” gratuitamente, mas sim por força desta pressão que é incontrolável.

Um exemplo de atletas vencedores, que uniram os dois aspectos citados acima são Cesar Cielo e Maurren Maggi. Focaram no objetivo, se prepararam longo dos holofotes e conquistaram dois merecidos Ouros,

É preciso encarar os fatos e usar das armas da estratégia e da psicologia a favor do esporte e das vitórias. Sem isso, continuaremos a fomentar o “Complexo de Vira-Latas”.

UncategorizedAugust 21, 2008 5:40 pm

Comentários breves sobre o que tenho visto:

FUTEBOL FEMININO: estão sempre de parabéns! É o melhor custo/benefício do esporte Brasileiro. Zero de apoio e estrutura e estão sempre nas finais.

FUTEBOL MASCULINO: uma vergonha. Não a derrota, mas a forma como foi derrotado.

VOLEI FEMININO: excelente desempenho. Cresceram no momento certo. Mesmo que não venha o Ouro, já são vencedoras.

GINÁSTICA ARTÍSTICA: falta suporte psicológico. Mas desempenharam bem o papel que lhes cabia.

UncategorizedAugust 20, 2008 1:50 pm

Laurence Fishburne em CSI - foi confirmado que o ator Laurence Fishburne (o “Morpheus” de Matrix) ocupará o lugar de Gil Grissom em “CSI”. É um bom ator, mas prefiro aguardar que tipo de personagem ele criará para saber se a escolha foi boa ou não.

Mais uma de “Chinese Democracy” - depois do vazamento de mais algumas músicas do “álbum-que-nunca-sai” do Guns n’ Roses, agora os boatos dão conta de que a Axl Rose e seu empresário negociam o lançamento exclusivo através de uma grande rede de varejo, que deve ser o Wal Mart. Parece que agora vai.

Amaury Jr e Rede TV! reclamam do CQC - depois de apresentar uma matéria ironizando o programa de Amaury Jr, a Rede TV! resolveu interpelar a Band e o CQC judicialmente, reclamando da atitude. Ué? Não é essa mesma Rede TV! que transmite o “Pânico na TV”? Seria bom olhar para o próprio rabo…

Uncategorized 12:32 pm

Um dos álbuns menos comentados da sólida carreira do The Cure é “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”. Crítica e fãs não medem esforços em elogiar “Pornography”, “The Head on the Door”, “Disintegration” e “Wish”, mas raramente falam de “Kiss Me”. Não entedo.

Lançado em 1987, logo após a coletânea “Standing on the Beach - Staring at the Sea”, “Kiss Me” foi mais uma das grandes sacadas de Robert Smith. Afinal, era o início da era do CD em detrimento ao vinil. E como o CD permitia maior quantidade de músicas, é um álbum longo, com 17 faixas, que no formato vinil foi um álbum duplo!

Apesar de apenas 3 faixas terem atingido algum sucesso radiofônico, “Kiss Me” traz grandes momentos da banda. Canções da linha melancólica mais “Cureana”, como a longa abertura de “The Kiss”, “How Beautiful You Are”ou “The Snakepit”, passando por momentos de êxtase e alegria profundas, como a espetacular “Why Can’t I Be You?” e seus metais e “Hot, Hot, Hot!!!”. Há canções de algum peso, como “Shiver & Shake” ou a quase balada-folk “The Catch”.

Mas há uma pérola, das maiores canções Pop da história: “Just Like Heaven”. Sensível, de batida pop marcante e teclados pontuando-a precisamente, é impossível ouví-la sem se emocionar.

Quem gosta de Pop/Rock precisa ouvir “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”. Quem gosta de The Cure já tem este álbum como um dos grandes da carreira da banda.

UncategorizedAugust 19, 2008 10:24 pm

Um antigo personagem de desenho chamado Mutley fazia um pedido a seu chefe (Dick Vigarista), sempre que executava bem uma tarefa: “Medalha! Medalha! Medalha!”. Como era apenas “brincadeira”, ele ganhava sua medalha e ficava feliz.

No ano passado, no “Pan do Brasil”, vimos uma leva enorme de atletas Brasileiros conquistando medalhas, de todos os tipos e cores. “Campeões Panamericanos”, viraram ídolos. E o Brasil “venceu” o Panamericano.

Um ano depois, em Beijing, Olimpíadas rolando, qual não é minha “surpresa” ao ver o desempenho pífio daquela que é a maior delegação Brasileira da história. Atletas que tiveram performances “espetaculares” no Pan alcançaram foram apenas coadjuvantes de segundo escalão na China. Estranho, não?

Não, nada estranho. Vivemos de ufanismo barato. O esporte não é uma política de Estado, ele serve apenas a interesses de quem o comanda. Daí, quando participamos da 3ª Divisão do Esporte Mundial, somos bons; quando vamos à 1ª Divisão, sumimos, engolidos por quem leva o esporte à sério. E por quem tem talento e sangue-frio de verdade.

Gostaria de ver a delegação Brasileira com poucos atletas, mas aqueles que realmente têm condição de vencer, ou ao menos condição de disputar seriamente. Não aceito que se vá a uma Olimpíada apenas pelo belo lema do Barão de Coubertin. Aquele que vai e se contenta em ser 40ª colocado, ou chegar às Quartas-de-final, não serve. Não num País que tem recursos escassos aplicados no esporte. Sem contar os que estão na terceira ou quarta Olimpíadas, e ainda entram apenas para disputar.

Ou seja, está na hora do esporte ser tratado com mais dignidade. Do jeito que está, não somos nem os EUA, nem a China. Somos uma vergonha.

Uncategorized 12:41 pm

Passado pouco mais de uma semana das Olimpíadas de Beijing - aliás, é Beijing ou Pequim? Estava na hora dos órgãos de imprensa se decidirem - fica óbvio que estamos num evento Chinês.

Na abertura tivemos vários momentos “made in China”: os fogos que eram efeitos de computador e a menininha-bonitinha que dublou a menininha-cantora são dois já divulgados. Certamente tem mais.

Tudo muito falso, mas bem parecido com os originais.

Outra que fiquei sabendo é que o ex-atleta que acendeu a Pira Olímpica, Li Ning, é dono de uma marca esportiva que leva seu nome. Interessante é que o símbolo lembra o da Nike e o slogan lembra o da Adidas. Mais interessante ainda é que a Adidas é a patrocinadora oficial do evento, mas a marca Li Ning aparece em vários lugares. Que coisa, não?

Além disso, a China preparou um grupo de atletas com o único objetivo de conquistar o maior número de medalhas de ouro possível. Ficaram trancafiados no país, treinando, sem ao menos competirem em nível mundial. Em esportes onde nunca tiveram a menor tradição, está lá um chinesinho ganhando uma medalha de ouro.

Pode parecer legal, mas não é. O esporte não está sendo tratado como política de Estado, mas sim está servindo à política do Estado. Não foram criados atletas olímpicos, mas sim vencedores de medalhas. Não há a figura de um Michael Phelps, de Isynbayeva, de Nadal, Marta, Walsh, May. O que há é um bando de inclausurados que foram soltos de suas jaulas atrás de medalhas.

Mas os Deuses do Esporte não deixam impunes os que os tentam passar para trás. Dois atletas chineses “de fato”, dois campeões mundiais e olímpicos - Liu Xiang, maior ídolo do País e Fei Cheng, uma das maiores ginastas do Mundo - sucumbiram. Foram derrotados impiedosamente, pelos adversários (Fei) e por uma contusão (Liu). Campeões naturais castigados por conta dos campeões forjados.

Aquela que era para ser a “maior Olímpiadas da história” ficará marcada como a mais falsa de todas. Exceto por Phelps, que ajudado pelos Deuses do Esporte, marcou seu nome na história.

Não se brinca com eles.

UncategorizedAugust 15, 2008 10:44 pm

Algumas sugestões para se ouvir no final de semana. Pode ser em casa, no carro parado em algum trânsito, no mp3 player em alguma fila (pode ser a da Bienal!).

Béla Fleck & The Flecktones - Jazz para os momentos de inspiração.

Dream Theater - Metal para os momentos de irritação.

Mr. Big - Hard Rock para os momentos de descontração.

The Cure - Pop/Rock para os momentos de solidão.

Amy Winehouse - Jazz/Soul para os momentos de alucinação.

Lenine - MPB para os momentos de reflexão.

AC/DC - Rock para os momentos de diversão.

Bom final de semana!

Uncategorized 10:38 pm

Começa neste final de semana mais uma Bienal do Livro, em São Paulo.

O que era pra ser um evento de divulgação da literatura acaba se transformando num grande feirão, onde as editoras expõe seus lançamentos e vendem publicações e afins a preços baratos.

Por isso a Bienal tem perdido espaço em termos de conceito intelectual para a FLIP, Feira Literária de Paraty, evento que leva autores para debates e é frequentado pelo high society intelectual do País.

Neste ano a Bienal resolveu contra-atacar e levar palestrantes para debater assuntos relacionados ao tema. Parece uma boa idéia, mas tenho receio que fique deslocada num ambiente comercial e de feirão de liquidação que é o da Bienal.

De qualquer forma, todo evento que carrega um conceito relacionado a educação e aprimoramento do indivíduo merece total apoio.

Uncategorized 10:24 pm

É fato que o nível de educação geral das pessoas caiu muito nos últimos anos. Se utilizarmos o universo dos jovens, entre 13 e 18 anos, isto significa algo abaixo do tapete.

Pois bem, aqui no blog tenho presenciado quase que diariamente isto. Há algum tempo postei uma informação a respeito da banda teen NX Zero, que tinha ganho Disco de Ouro. OBVIAMENTE que fiz comentários jocosos a respeito deles, uma vez que não vejo talento algum nos rapazes.

O post é um dos campeões de comentários. Quase diariamente aprovo um ou dois. Imaginava que quando alguém fosse postar um comentário, seria me criticando pelos comentários pouco amistosos. Mas não é nada disso.

Primeiro, as pessoas são incapazes de perceber que o blog não é do NX Zero, e escrevem aqui diretamente pra eles! E pior: não devem ter entendido nada do que escrevi, pois em nenhum momento questionam minha crítica!

Estamos formando um bando de analfabetos funcionais. E eles gostam de NX Zero.